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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Poema: A FACE MISTERIOSA

 

Quantas confissões eu fiz !
Falei  verdades  em nome de um grande  
amor, que jamais pensei  ter fim.
Em minhas lágrimas não acreditou  e,
zombando dos meus olhos molhados, me fez  sofrer.  
Arrastei-me, beijando  seus pés  num
 gesto de mendicância...
Agora, arcanos motivos dividem um caminhar
que  foi  tão unido. 
Intransponíveis abismos surgiram,  dando
lugar ao silêncio de um vazio mortal. 
E  a maldade ocupou o espaço da doce saudade,
matando as flores de um  jardim, com 
perfume de felicidade.
Nem o canto  dos passarinhos  restou.
Emudeceram...
E do luar do outono, somente as 
trevas sobreviveram.
E tudo mudou...
Hoje, não sei  mais o que é saudade e, por
 ironia do destino, nem falta  me faz.
Passou a dor aguda do peito,  nascendo um   
novo  jeito da vida recomeçar.
A esperança, em  viçosa brotação, manda 
recados ao coração,  mostrando  a face 
misteriosa de uma nova e ardente paixão !
 
Sinval Santos da Silveira

2 comentários:

  1. Realista seu poema que mostra as novas facetas da vida que temos que assumir. Parabéns!
    Abraço.

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    Respostas
    1. Querida Poetisa, Célia Rangel !
      Fico muito feliz com o teu comentário
      e doce presença, prestigiando o meu
      modesto texto.
      Muito agradecido e um carinhoso abraço,
      aqui do Brasil !
      Sinval.

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