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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Poema: Olga

Canta e lindamente  encanta !
Declama lindos versos,  com sabor de
saudade...
A plateia emudece,  prestando atenção  nas palavras que brotam 
do coração, parecendo 
uma prece  !
Seu  delicado corpo em gigante se transforma,   na cumplicidade 
 do  velho violeiro que, de emoção,  faz soluçar a alma !
Sua voz ecoa nos  corredores dos sentimentos alheios, amansando
 o homem  arisco  e comovendo quem de emoção  é desprovido.
Seus olhos brilhantes, plantam paixão e colhem poesia !
Fala da vida  num temporal de histórias, com a  grandeza da
  guerreira que luta pela paz.
Emerge, do  fundo das suas entranhas, uma força tão
 misteriosa  quanto a vida lhe  foi adversa.
Não desistiu.
Das ameaças, sorriu.
Fez amigos,  lindos filhos pariu,  ama e é amada !
Canta alto  para dizer ao mundo que está aqui.
Escreve forte, resistindo aos abrasivos do tempo
 que tenta, em vão, sufocar o seu teimoso coração.
E  na forja da natureza,  ressurge  OLGA !

( Homenagem  à colega Poetisa, Senhora
Olga Postal, do Grupo de Poetas da Trindade )



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Poema: A FORÇA DE UM NOVO OLHAR





Carinhosamente entrelaçadas, numa fusão
de intenso  calor... duas mãos... e tudo mais.
À sombra da vida, um homem  observa.
Nada mais pode fazer, além de  cantar, 
tristemente, a canção do lamento.
Entre as letras do seu canto, cantado a sós,
a tônica do pranto embarga sua voz.
Não consegue sair do primeiro verso, onde o 
pavor é perverso e somente ele sabe cantar.
Nada mais enxerga a sua frente, e do passado nem 
quer se lembrar.
Ainda procura, nas flores dos campos, o perfume
 do amor que partiu, sem dizer Adeus.
Sequer  para trás olhou. 
Tem medo de enxergar quem pelas costas 
o punhal lhe cravou.
Hoje,  prefere sorrir  da  vida, silenciar 
 as tristes canções 
 que cantou, e adoçar o pranto amargo que 
derramou, com o olhar carinhoso
 de um novo amor...


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Conto poético: O GUARDIÃO



No meio da neblina congelante, uma figura elegante, embora parecendo um
 espectro de aparência sinistra.
Dentro do pesado "pala", um homem cumpre a sua missão.
Calado, atento e observador, é o seu perfil
de servidor,  um "Guardião" do patrimônio da Nação.
À  cintura, orgulhosamente,  ostenta seu trabuco
 porteado, até a boca carregado, pronto para berrar, desfrutando
 da fama de bom atirador.
Vigia da noite, senhor da madrugada, honra a confiança em si depositada.
"Fechado o portão, nada entra ou sai sem autorização".
Este foi o seu  lema, juramento  de lealdade,
cumprido ao longo dos  35 anos de exemplar trabalho, prestado ao Governo.
Disse-me:
"Tive  as chaves de todas as dependências.
São bens do povo, adquiridos com dinheiro de impostos".
Já aposentado, conta  muitas histórias vividas. 
Está  decepcionado com  as notícias  que  
circulam  no País. É roubo para todo lado.
Seus superiores,  que tanto zelo  lhe cobraram, de
  muitos crimes  são acusados.
Enalteci  o seu trabalho e externei minha 
admiração  por sua dedicação.
Fiquei  meditando sobre  a conduta daquele
 homem, em relação a alguns governantes.
Aquele, sempre merecerá  o meu respeito.
Quanto aos ouros... não creio que desfrutem 
da paz que percebi nos olhos do Senhor Godoy, no orgulho que
 sentem os seus filhos e esposa, e no conceito  que desfruta 
junto aos seus amigos.
Um  modesto "Guardião" , agora, observando  e
 criticando a ética e a moral  
dos altos governantes da  Nação !